Terça-feira, 3 de Junho de 2008

O simpático Sr. Artur

O Sr. Artur é um homem de 80 anos com uma história de vida enorme e até triste. Andou na tropa durante 17 meses em cavalaria na cidade de Torres Novas. Tinha 25 anos quando saiu. Nesta altura foi para Alcácer do sal trabalhar nas marinhas do arroz onde esteve durante 7 meses juntamente com um rancho de 180 homens. Eles trabalhavam de sol a sol. A seguir foi um ano e meio para o Montijo trabalhar na recolha dos porcos. Mais tarde foi trabalhar para vacarias em Lisboa durante dois anos.

Veio para Oliveira de Azeméis onde trabalhou numa fábrica durante 17 anos. Trabalhou ainda em condição de agricultor durante 10 meses. O seu último trabalho foi para a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, onde limpava ruas e trabalhava no cemitério. O Sr. Artur afirma nunca ter sido desobedecido por patrão nenhum.

Este homem tão trabalhador casou e teve 6 filhos, mas teve pouca sorte na vida pois 5 dos seus filhos faleceram, um deles morreu com mês e meio e outra morreu no hospital de S. João da Madeira com uma doença grave. O rapaz que não faleceu apanhou 4 anos de prisão por furto, em seguida apanhou mais 3 anos e ainda posteriormente mais 7. Neste momento ninguém sabe onde ele está.

Ficou viúvo ainda novo e vendo-se sozinho foi morar para uma pensão.

Uns anos mais tarde este Senhor apaixona-se novamente. Quando vinha para casa do trabalho passava sempre por uma terra, onde avistava uma linda senhora, a D. Rosa, ele dizia que a ia ajudar e aos poucos a foi conquistando. À D. Rosa diziam: “ O tio Artur vai caça-la com uma pinta do caneco!”. Numa tarde como tantas outras em que o Sr. Artur ia ajudar a D. Rosa, leva-lhe um saco de batatas a casa e enquanto bebia um copo de água na sua cozinha roubou-lhe um beijo. Uns dias mais tarde conversaram e decidiram ir viver juntos. O filho da D. Rosa andava sempre com o Sr. Artur e ajudava-o no trabalho, até ao dia em que morreu queimado por ter ingerido drogas.

Mais tarde, o Sr. Artur acabou por engravidar a D. Rosa, mas foi necessário abortar, pois este sofria de diabetes e podiam surgir más formações na criança. Entretanto a sua mulher ficou doente e foi internada em S. João da Madeira. O Sr. Artur todos os dias ia visitá-la e em casa era ele que fazia as lides domésticas, diz que lavava a roupa melhor do que uma mulher. A D. Rosa faleceu.

O Sr. Artur voltou para a pensão, mas ficou doente e optou por ir viver para o Lar da Misericórdia, para ter um melhor acompanhamento.

 

 

O grupo E

publicado por OazconVida às 17:46
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Uma história de vida...

 

A D. Maria é uma senhora simpática e independente de 86 anos que está na Santa Casa da Misericórdia.
Trabalhava como serventa de carvão em Matosinhos acartando o carvão que vinha de barco, da Polónia, para os armazéns depois de descarregado na doca. Além disso, juntamente com outro senhor, foi “passadora” do povo. Pois muitas pessoas que queriam ir para França não tinham passaporte e, por isso, tinham que ir “a salto” (expressão utilizada na altura para designar a emigração clandestina). No entanto, não ganhava nada por fazer isso, apenas o fazia para ajudar.
Foi casada e teve uma menina que faleceu aos setes meses, não tendo mais nenhum filho depois disso.
Foi para o Porto aos 13 anos e morou lá até aos 69 anos altura essa em que veio embora por estar sozinha. Voltou à sua terra – Couto – onde estava a sua família, mas como queria estar à sua vontade foi morar para Ul, durante doze anos, até que abriu o lar da Santa Casa.
Gosta de estar no lar e, enquanto podia, para ocupar os seus tempos livres trabalhou na lavandaria do lar, passando a ferro e agora ainda é ela que quer passar a sua roupa. Fez xailes, cachecóis, sapatos, pegas, saquinhos para os guardanapos, entre outras coisas, em malhas.
Já foi desfilar várias vezes e até já ganhou o primeiro prémio. Foi entrevistada uma vez pela Praça da Alegria e apareceu na televisão.
Disse-nos que gosta de estar no lar e afirma várias vezes e com convicção que sempre foi muito feliz!
 
 
O grupo E
publicado por OazconVida às 17:35
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Quem são os Vicentinos?

 

A sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP)
A Sociedade de São Vicente de Paulo é uma organização e um movimento católico internacional de leigos, fundada em Paris, França, no ano de 1833, por António Frederico Ozanam e alguns companheiros. Colocada sob o patrocínio de São Vicente de Paulo, inspira-se no pensamento e na obra deste Santo, esforçando-se, sob o influxo da justiça e da caridade, para aliviar os sofrimentos do próximo, mediante o trabalho coordenado de seus membros. Fiel aos seus fundadores, tem a preocupação de se renovar constantemente e adaptar-se às condições mutáveis do mundo. De carácter católico, está aberta a quantos desejam viver sua fé no amor e no serviço aos seus irmãos.
A acção da SSVP compreende qualquer forma de ajuda, por contacto pessoal, no sentido de aliviar o sofrimento e promover a dignidade e a integridade do homem. Não procurando somente atenuar a miséria, mas também descobrir e remediar as situações que a geram. Leva a sua ajuda a quantos dela precisam, independentemente de raça, cor, nacionalidade, credo político ou religioso e posição social.
Os membros da SSVP, Confrades e Consócias (os Vicentinos), são unidos entre si pelo espírito de pobreza e de partilha. Formam, no mundo inteiro, com aqueles a quem prestam auxílio, uma só família, procurando contacto com todos os demais movimentos e organizações inspirados em São Vicente de Paulo: é a FAMÍLIA VICENTINA. Os vicentinos procuram, pela oração, pela meditação da Sagrada Escritura e pela fidelidade aos ensinamentos da Igreja, ser testemunhas do amor a Cristo, nas suas relações com os mais desprovidos, bem como, nos diversos aspectos da vida.
          Encontram-se representados em vários países, em todos os continentes.
Reúnem-se semanalmente, fazem visitas às famílias que assistem, acompanhando-as com disponibilidade, humildade, simplicidade, zelo, afecto e espiritualidade.

 

 

 

São Vicente de Paulo

 

 

Frederico Ozanam

 

 

O grupo E

 

publicado por OazconVida às 17:25
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Canção da D. Olívia

 

"No meu pequenino quarto tenho duas fotografias
No meu pequenino quarto tenho duas fotografias
Admirá-las não me farto é com elas que parto tristezas e alegrias
Admirá-las não me farto é com elas que parto tristezas e alegrias
Um dia fui-me deitar e tive a impressão que ouvi
As vozes que ouvi falar disseram vai-te deitar que nós zelamos por ti
As vozes que ouvi falar disseram vai-te deitar que nós zelamos por ti
De manha quando acordei sorridente e satisfeita
Voltei para as fotos olhar
Bom dia lhes dei
São fotos são fantasias
Para mim não tenho ironias
Pois essas fotografias são o meu pai e a minha mãe”
 
 
 
O grupo E
publicado por OazconVida às 17:21
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A Festa da Terceira Idade-11 de Maio

 

O trabalho para a festa, organizada pelos Vicentinos e com a nossa colaboração, na nossa escola, começou logo no sábado à tarde. Sim sim até mesmo no fim-de-semana fomos para a escola! Assim, ajudamos a colocar as cadeiras do sítio, a organizar as mesas, etc. Para marcar de forma mais visível a nossa presença fizemos um cartaz para colocar à porta do ginásio e preparamos alguns testemunhos de vida, poemas e canções recolhidas nas nossas conversas, ao longo do ano, com os idosos, para depois entregar no dia seguinte.
Chegado o grande dia tivemos que estar na escola às 13h30 para irmos com os Vicentinos buscar alguns idosos às suas casas, mas a festa só começou por volta das três da tarde com uma missa celebrada pelo padre da paróquia. Depois disso a festa foi animada por um grupo de S. João da Madeira que contou algumas anedotas.
Antes mesmo de acabar houve um lanche e à saída lá estávamos nós as três a entregar uma flor, recolhida no sábado nas catequeses, e um testemunho de alguns dos idosos com quem temos conversado.
Foi engraçado ouvir alguns dos idosos a perguntar quanto era por aquilo que estávamos a dar e muito gratificante receber, em troca de uma flor, um sorriso!
 
 
No Sábado…
As várias tentativas para fazer as letras no póster!
 
Os últimos pormenores com os testemunhos/poemas/canções.
 
No domingo…
o cartaz.
 
A parte recreativa.
 
O lanche.
 
As flores e os testemunhos e poemas de vida.
  
Nós...
 
 
 
O Grupo E
 
 

 

publicado por OazconVida às 16:17
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